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Reforma Tributária pode encarecer segurança de condomínios em até 7%

6 de nov. de 2026Tempo de leitura: 2 min

A Reforma Tributária brasileira pode aumentar em até 7% os custos com serviços de segurança em condomínios, impactando diretamente o valor das taxas condominiais pagas pelos moradores.

A Reforma Tributária, aprovada recentemente no Brasil, promete simplificar o sistema de impostos do país. Mas para quem mora em condomínio, uma das consequências pode ser sentida diretamente no bolso: o custo com serviços de segurança — como porteiros, vigias e empresas de monitoramento — pode ficar até 7% mais caro. É o que aponta um estudo da Fenafisco, entidade que reúne auditores fiscais de todo o país.

Isso acontece porque a nova estrutura tributária altera a forma como os impostos incidem sobre serviços. Hoje, empresas de segurança pagam uma carga tributária que, com as mudanças, pode aumentar significativamente. E esse aumento, na prática, é repassado para os clientes — no caso dos condomínios, o impacto vai direto para a taxa condominial, aquela mensalidade que todos os moradores pagam para manter o prédio funcionando.

Para se ter uma ideia do impacto real, imagine um condomínio que gasta R$ 10.000 por mês com segurança. Com um aumento de 7%, essa conta subiria para R$ 10.700 — ou seja, R$ 700 a mais todo mês. No acumulado de um ano, seriam R$ 8.400 extras, valor que precisaria ser dividido entre os moradores. Dependendo do tamanho do condomínio, isso pode representar um aumento perceptível na cota de cada proprietário ou inquilino.

Vale lembrar que a segurança é um dos itens mais importantes — e mais caros — no orçamento de um condomínio. Portaria 24 horas, câmeras, controle de acesso e vigilância são serviços que a maioria dos moradores considera essencial. Por isso, qualquer elevação nesses custos tende a gerar debates entre condôminos nas assembleias, já que o aumento da taxa condominial precisa ser aprovado coletivamente ou, ao menos, comunicado com transparência pelo síndico.

Diante desse cenário, síndicos e administradoras precisam estar atentos para revisar contratos com fornecedores de segurança e antecipar possíveis reajustes. Uma boa gestão condominial exige planejamento financeiro, e conhecer com antecedência os impactos de mudanças na legislação tributária permite tomar decisões mais inteligentes — como renegociar contratos, avaliar novas propostas ou reforçar o fundo de reserva do condomínio.

Para os moradores, o recado é claro: fique atento às convocações de assembleia e questione o síndico sobre como o condomínio está se preparando para essas mudanças. Decisões financeiras tomadas sem o devido cuidado jurídico e contábil podem gerar conflitos e prejuízos a todos. Contar com a orientação de um advogado especializado em direito condominial é fundamental para garantir que os direitos de todos sejam respeitados e que a gestão do condomínio esteja sempre dentro da lei.

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