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Petrobras avalia impactos do fim da escala 6x1 a 130 mil terceirizados

19 de out. de 2026Tempo de leitura: 2 min

A Petrobras criou um grupo de trabalho para analisar como o fim da escala 6x1 afetará os contratos de cerca de 130 mil trabalhadores terceirizados, que atuam em plataformas, refinarias e outras frentes operacionais da estatal.

Uma mudança importante nas regras de trabalho no Brasil está movimentando uma das maiores empresas do país. A Petrobras anunciou a criação de um grupo de trabalho interno para entender como o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador cumpria seis dias seguidos de trabalho para descansar apenas um — vai impactar seus contratos de prestação de serviços. A nova regra, aprovada pelo Congresso Nacional, determina que os trabalhadores passem a ter no mínimo dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados, garantindo mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Os cerca de 50 mil funcionários diretos da Petrobras não serão afetados por essa mudança, já que a empresa já adotava jornadas de 40 horas semanais para seus empregados administrativos e utilizava escalas negociadas em acordos coletivos nas áreas operacionais. O grande desafio, portanto, está nos quase 130 mil trabalhadores terceirizados — ou seja, profissionais contratados por centenas de empresas parceiras que prestam serviços à estatal. Esses trabalhadores atuam em locais como plataformas de petróleo no mar (as chamadas plataformas offshore) e refinarias, cumprindo jornadas bastante variadas.

Adaptar as escalas desses trabalhadores à nova realidade legal é uma tarefa complexa, especialmente porque a Petrobras vive um momento de expansão da sua produção. Qualquer mudança nas jornadas precisa ser cuidadosamente planejada para não comprometer a continuidade das operações. A empresa precisará renegociar os contratos com cada uma das centenas de prestadoras de serviços, o que exige tempo, organização e, muitas vezes, negociação coletiva entre sindicatos e empregadores.

A nova emenda constitucional prevê que categorias com regimes de trabalho diferenciados — como é o caso de quem trabalha em plataformas de petróleo, por exemplo — poderão negociar condições específicas por meio de convenções ou acordos coletivos. O objetivo é garantir que, ao longo do mês, cada trabalhador tenha em média dois dias de descanso por semana, além de pelo menos um dia de folga a cada semana trabalhada. No entanto, a legislação ainda não especifica quais setores serão obrigados a fazer essas negociações, o que gera incerteza jurídica.

Para os trabalhadores terceirizados e para as empresas prestadoras de serviços, esse cenário exige atenção redobrada. Muitos podem ter dúvidas sobre seus direitos, sobre como suas escalas serão ajustadas e se receberão alguma compensação pelas mudanças. Diante da complexidade das novas regras trabalhistas e das negociações que estão por vir, contar com a orientação de um advogado especializado em Direito do Trabalho é fundamental para garantir que seus direitos sejam plenamente respeitados.

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