Notícias
Síndico profissional: O que a resolução do CFA não conseguiu, o PL 4.739/24 pode fazer?
Um projeto de lei em tramitação no Congresso pode regulamentar oficialmente a profissão de síndico profissional no Brasil, tema que uma resolução do Conselho Federal de Administração não conseguiu consolidar.
Você sabia que, até hoje, qualquer pessoa pode se apresentar como síndico profissional sem precisar comprovar qualificação ou seguir regras claras? Esse cenário pode mudar com o Projeto de Lei 4.739/24, que está em discussão no Congresso Nacional e propõe regulamentar oficialmente essa função tão importante para a vida nos condomínios. A proposta surge após uma tentativa anterior do Conselho Federal de Administração (CFA) — o órgão que representa os administradores de empresas — que tentou, por meio de uma resolução, definir o síndico profissional como uma atividade privativa dos administradores formados. Essa tentativa gerou muita polêmica e acabou não se consolidando.
O síndico profissional é aquele contratado pelo condomínio para gerir o dia a dia do prédio ou conjunto habitacional, diferente do síndico morador, que é eleito entre os próprios condôminos. Com o crescimento dos condomínios no Brasil e a complexidade cada vez maior de sua administração — envolvendo finanças, contratos, manutenção e gestão de conflitos —, a figura do síndico profissional ganhou muito espaço. No entanto, a falta de regulamentação deixa os condôminos vulneráveis, pois não há critérios mínimos obrigatórios de capacitação ou responsabilização formal para quem exerce essa função.
O PL 4.739/24 busca preencher essa lacuna, estabelecendo requisitos mínimos para o exercício da profissão, como formação, registro e obrigações legais. Se aprovado, o projeto pode trazer mais segurança jurídica tanto para os condomínios que contratam esses profissionais quanto para os próprios síndicos, que terão suas atribuições e responsabilidades mais bem definidas por lei. A regulamentação também pode facilitar a responsabilização em casos de má gestão, desvio de recursos ou descumprimento de obrigações.
Para os moradores e condôminos, entender esse cenário é fundamental para tomar decisões mais seguras na hora de contratar ou eleger um síndico. Mudanças legislativas como essa impactam diretamente o seu patrimônio e a qualidade de vida no condomínio. Contar com a orientação de advogados especializados em direito condominial é essencial para navegar por essas transformações com segurança e proteger seus direitos.
#DireitoCondominial #SíndicoProfissional #DireitoImobiliário #GestãoDeCondomínios #LegislaçãoBrasileira
Continue lendo
Notícias relacionadas
Notícia
STJ veda cobrança de taxa de lazer destinada só a inquilinos, e não proprietários
22 de out. de 2026
Notícia
Síndico afixa lista com nomes de vizinhos inadimplentes no elevador e condomínio é condenado a indenizar moradores em R$ 10 mil cada
1 de out. de 2026
Notícia
Justiça suspende processos sobre Airbnb de condomínios em todo o país; veja o que está em jogo
18 de set. de 2026
Notícia
Família recebe cobrança extra do condomínio para pintar a fachada e inquilina descobre que a lei diferencia despesas ordinárias e extraordinárias
13 de out. de 2026
Notícia
Inadimplência condominial chega a 12,5% no Brasil no primeiro semestre de 2026
14 de out. de 2026
Notícia
Taxa de condomínio surpreende compradores após entrega das chaves, aponta pesquisa
14 de out. de 2026