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Síndico profissional: O que a resolução do CFA não conseguiu, o PL 4.739/24 pode fazer?

19 de out. de 2026Tempo de leitura: 2 min

Um projeto de lei em tramitação no Congresso pode regulamentar oficialmente a profissão de síndico profissional no Brasil, tema que uma resolução do Conselho Federal de Administração não conseguiu consolidar.

Você sabia que, até hoje, qualquer pessoa pode se apresentar como síndico profissional sem precisar comprovar qualificação ou seguir regras claras? Esse cenário pode mudar com o Projeto de Lei 4.739/24, que está em discussão no Congresso Nacional e propõe regulamentar oficialmente essa função tão importante para a vida nos condomínios. A proposta surge após uma tentativa anterior do Conselho Federal de Administração (CFA) — o órgão que representa os administradores de empresas — que tentou, por meio de uma resolução, definir o síndico profissional como uma atividade privativa dos administradores formados. Essa tentativa gerou muita polêmica e acabou não se consolidando.

O síndico profissional é aquele contratado pelo condomínio para gerir o dia a dia do prédio ou conjunto habitacional, diferente do síndico morador, que é eleito entre os próprios condôminos. Com o crescimento dos condomínios no Brasil e a complexidade cada vez maior de sua administração — envolvendo finanças, contratos, manutenção e gestão de conflitos —, a figura do síndico profissional ganhou muito espaço. No entanto, a falta de regulamentação deixa os condôminos vulneráveis, pois não há critérios mínimos obrigatórios de capacitação ou responsabilização formal para quem exerce essa função.

O PL 4.739/24 busca preencher essa lacuna, estabelecendo requisitos mínimos para o exercício da profissão, como formação, registro e obrigações legais. Se aprovado, o projeto pode trazer mais segurança jurídica tanto para os condomínios que contratam esses profissionais quanto para os próprios síndicos, que terão suas atribuições e responsabilidades mais bem definidas por lei. A regulamentação também pode facilitar a responsabilização em casos de má gestão, desvio de recursos ou descumprimento de obrigações.

Para os moradores e condôminos, entender esse cenário é fundamental para tomar decisões mais seguras na hora de contratar ou eleger um síndico. Mudanças legislativas como essa impactam diretamente o seu patrimônio e a qualidade de vida no condomínio. Contar com a orientação de advogados especializados em direito condominial é essencial para navegar por essas transformações com segurança e proteger seus direitos.

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