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STJ Reforça Proteção ao Comprador ao Reconhecer Imprescritibilidade de Perdas e Danos

22 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o direito do comprador de exigir indenização por perdas e danos em contratos não tem prazo para acabar, reforçando a proteção de quem foi lesado em negociações civis.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), tribunal responsável por uniformizar a aplicação das leis federais no Brasil, proferiu uma decisão importante para quem já foi prejudicado em um contrato de compra e venda ou em qualquer outro negócio jurídico. O tribunal reconheceu que o direito de exigir o cumprimento de uma obrigação contratual — e, por consequência, de cobrar indenização por perdas e danos — é imprescritível quando decorre do próprio contrato ainda não cumprido. Em linguagem simples: se alguém descumpriu um contrato com você e ainda não cumpriu o que prometeu, o tempo não apaga o seu direito de cobrar reparação.

A grande novidade trazida pelo STJ é a distinção entre o direito de pedir o cumprimento do contrato (chamado de pretensão executória) e o direito de ser indenizado pelas perdas sofridas. Enquanto a indenização por dano moral ou material autônoma pode ter prazo definido, as perdas e danos vinculadas ao inadimplemento contratual acompanham a imprescritibilidade da obrigação principal.

Na prática, isso significa uma proteção significativa para compradores, contratantes e consumidores que, por qualquer motivo, não reclamaram seus direitos logo após o descumprimento do contrato. Se o vendedor ou prestador de serviço nunca cumpriu o que prometeu — seja entregar um imóvel, restituir valores ou concluir uma obra —, o comprador poderá ainda assim buscar a reparação pelos prejuízos sofridos, sem que o simples passar do tempo elimine essa possibilidade. A decisão harmoniza os princípios da boa-fé contratual e da função social do contrato, pilares do Código Civil brasileiro.

É importante ressaltar, porém, que cada caso possui suas próprias particularidades. A aplicação dessa decisão depende de análise cuidadosa das circunstâncias do contrato, do tipo de descumprimento e da natureza dos danos sofridos. Situações aparentemente semelhantes podem ter desfechos distintos a depender dos detalhes envolvidos. Por isso, contar com a orientação de um advogado especializado em direito civil é fundamental para entender se essa proteção se aplica ao seu caso e como agir da melhor forma para garantir seus direitos.

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