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Procon aplica mais de R$ 24 milhões em multas a bancos por empréstimos consignados irregulares

28 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

O Procon aplicou multas que somam mais de R$ 24 milhões a instituições bancárias por irregularidades na oferta de empréstimos consignados, reforçando a proteção dos consumidores contra práticas abusivas no crédito.

O Procon, órgão público responsável por defender os direitos dos consumidores, aplicou multas que totalizam mais de R$ 24 milhões contra bancos que ofereciam empréstimos consignados de forma irregular. Esse tipo de empréstimo é bastante comum entre aposentados, pensionistas e servidores públicos, pois as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício. Justamente por isso, quem contrata esse produto merece atenção e proteção redobradas.

As irregularidades identificadas pelo Procon envolvem práticas que ferem o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a principal lei brasileira que protege quem compra produtos ou contrata serviços. Entre os problemas mais comuns estão: cobranças indevidas, falta de transparência nas condições do contrato, oferta de crédito sem o consentimento claro do cliente e dificuldades para cancelar ou renegociar os débitos.

Para o consumidor leigo, é importante entender que o empréstimo consignado, apesar de parecer simples e seguro, pode esconder armadilhas. Taxas de juros acima do limite permitido, seguros embutidos que o cliente não solicitou e descontos não autorizados na conta ou no benefício são exemplos de irregularidades que podem passar despercebidas no dia a dia.

A atuação do Procon demonstra que o Estado está atento a essas práticas e que os bancos podem ser responsabilizados quando desrespeitam as regras. As multas milionárias têm um papel pedagógico: desestimular condutas abusivas e sinalizar ao mercado que o descumprimento das leis de proteção ao consumidor tem consequências reais e severas.

Se você ou algum familiar já contratou um empréstimo consignado e percebeu cobranças estranhas, parcelas diferentes do combinado ou descontos que não foram autorizados, saiba que é possível buscar a revisão do contrato, a devolução de valores pagos a mais e até indenização por danos morais, dependendo do caso.

Situações como essa mostram que conhecer os próprios direitos faz toda a diferença. Contar com a orientação de um advogado especializado em Direito do Consumidor pode ser o primeiro passo para corrigir uma injustiça e garantir que você não continue sendo prejudicado.

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