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Senado discutirá se multas por atraso no FGTS irão direto ao trabalhador

14 de mai. de 2026

O Senado Federal debate uma proposta que pode garantir ao trabalhador o recebimento direto das multas cobradas quando o empregador atrasa o depósito do FGTS, verba que hoje vai para um fundo geral.

O Senado Federal está prestes a discutir uma mudança importante para os trabalhadores brasileiros: a possibilidade de que as multas aplicadas às empresas que atrasam o depósito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) sejam pagas diretamente ao funcionário prejudicado, e não repassadas a um fundo coletivo como acontece atualmente.

O FGTS é um direito de todo trabalhador com carteira assinada. Todo mês, o empregador é obrigado a depositar uma porcentagem do salário do funcionário em uma conta vinculada ao seu nome. Quando esse depósito não é feito no prazo correto, a empresa pode ser multada — mas, hoje, esse valor da multa não fica com o trabalhador que foi diretamente afetado pelo atraso.

A proposta em discussão busca corrigir essa situação, fazendo com que quem sofreu o prejuízo seja quem receba a compensação. Na prática, isso significaria um reforço financeiro importante para o empregado que teve seu direito desrespeitado, além de funcionar como um incentivo mais eficaz para que as empresas cumpram seus prazos em dia.

Essa mudança, se aprovada, pode representar um avanço significativo na proteção dos direitos dos trabalhadores. Se você tem dúvidas sobre o seu FGTS, suspeita que sua empresa está atrasando os depósitos ou quer entender melhor os seus direitos, contar com a orientação de um advogado trabalhista especializado pode fazer toda a diferença.