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TST afasta turno ininterrupto e nega horas extras a motorista

29 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que um motorista não tinha direito a horas extras por turno ininterrupto de revezamento, reconhecendo que sua jornada seguia regras específicas que afastam esse benefício.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou recentemente um caso envolvendo um motorista que pedia o pagamento de horas extras com base no chamado "turno ininterrupto de revezamento". Esse tipo de jornada é aquela em que os trabalhadores se revezam em turnos que cobrem as 24 horas do dia, sem parada nas atividades da empresa. Pela Constituição Federal, quem trabalha nesse regime tem direito a uma jornada máxima de 6 horas diárias — e qualquer hora além disso deve ser paga como hora extra.

No caso analisado, o motorista argumentava que sua rotina de trabalho se encaixava nesse modelo de turno ininterrupto, o que lhe garantiria o direito às horas extras pleiteadas. Esse tipo de discussão é bastante comum na Justiça do Trabalho, especialmente entre profissionais do setor de transporte, onde os horários de trabalho muitas vezes variam ao longo dos dias e das semanas, tornando difícil identificar qual regime de jornada realmente se aplica.

Porém, o TST entendeu de forma diferente. Os ministros concluíram que a situação do motorista não configurava, de fato, um turno ininterrupto de revezamento. Para o tribunal, não basta que o trabalhador mude de horário de tempos em tempos — é preciso que a empresa funcione de forma contínua, 24 horas por dia, e que o empregado faça parte desse sistema de alternância de turnos. Como esses requisitos não foram comprovados no caso concreto, o pedido de horas extras foi negado.

Essa decisão é importante porque esclarece um ponto que gera muita confusão: nem todo trabalhador que tem horários variáveis ou que trabalha em diferentes turnos tem direito automaticamente à jornada reduzida de 6 horas e às horas extras decorrentes. A caracterização do turno ininterrupto de revezamento depende de uma análise cuidadosa das condições reais de trabalho e do funcionamento da empresa, o que exige atenção tanto do empregado quanto do empregador.

Para quem trabalha como motorista ou em qualquer outra função com jornadas variáveis, é fundamental entender seus direitos e verificar se a sua situação se enquadra nas regras trabalhistas corretas. Cada caso tem suas particularidades, e uma análise equivocada pode resultar na perda de direitos importantes — ou, do outro lado, em autuações e condenações desnecessárias para empresas. Buscar a orientação de um advogado especializado em Direito do Trabalho é o caminho mais seguro para proteger seus interesses e garantir que a lei seja aplicada de forma justa à sua realidade.

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