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Paternidade paternalista

12 de ago. de 2026Tempo de leitura: 2 min

A licença-paternidade no Brasil será ampliada de 5 para até 20 dias até 2029, e passará a ser paga pela Previdência Social, assim como já ocorre com a licença-maternidade.

Uma mudança importante está chegando para os trabalhadores brasileiros pais de filhos recém-nascidos. A partir de 2027, a licença-paternidade — aquele período em que o pai pode se afastar do trabalho após o nascimento do filho — vai dobrar: passa de 5 para 10 dias. E a transformação não para por aí: em 2029, esse prazo chegará a 20 dias, ampliando significativamente o tempo que o pai terá para estar presente nesse momento tão especial da vida familiar.

Além do aumento no número de dias, a mudança traz outra novidade muito relevante: quem vai custear esse período de afastamento deixará de ser a empresa e passará a ser a Previdência Social. Ou seja, assim como já acontece com a licença-maternidade — em que o INSS paga o salário da mãe durante o período de afastamento —, o pai também terá esse benefício garantido pelo sistema público de seguridade social.

Essa equiparação é um avanço importante porque tira do empregador o peso financeiro direto do afastamento do pai. Na prática, isso pode incentivar mais empresas a respeitar e apoiar a licença sem resistência, já que o custo do salário durante esse período será assumido pelo governo, e não pelo caixa da empresa. Para o trabalhador, a segurança de receber normalmente durante o afastamento é fundamental.

A mudança também reflete uma transformação cultural que vem ocorrendo na sociedade brasileira: o reconhecimento de que a presença do pai nos primeiros dias de vida do bebê é essencial, não apenas para o vínculo afetivo, mas também para a saúde da mãe e o desenvolvimento saudável da criança. A legislação começa, assim, a acompanhar o que a ciência e a sociedade já sabem há algum tempo.

Para os trabalhadores, é importante entender como essa nova regra se aplica ao seu contrato de trabalho, quando o benefício pode ser solicitado e quais são os seus direitos durante esse período — inclusive em casos de demissão próxima ao nascimento do filho. Cada situação pode ter particularidades importantes, e contar com o apoio de um advogado especializado em Direito do Trabalho faz toda a diferença para garantir que seus direitos sejam plenamente respeitados.

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