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Redução de intervalo de descanso no Metrô de São Paulo é válida

15 de mar. de 2026

O Tribunal Superior do Trabalho considerou válida a redução do intervalo de descanso dos trabalhadores do Metrô de São Paulo, desde que prevista em acordo coletivo firmado entre a empresa e o sindicato da categoria.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio de sua 8ª Turma, decidiu que a redução do intervalo de descanso dos funcionários do Metrô de São Paulo é válida. Essa redução foi estabelecida em um acordo coletivo, que é um tipo de negociação feita diretamente entre a empresa e o sindicato que representa os trabalhadores. Na prática, isso significa que o tempo de pausa para descanso e alimentação durante a jornada de trabalho foi diminuído com base nesse acordo.

Um ponto importante da decisão é que o Tribunal entendeu que essa redução vale mesmo sem a autorização prévia do Ministério do Trabalho. Normalmente, a legislação trabalhista exige essa autorização para que o intervalo intrajornada — aquela pausa obrigatória dentro do expediente — seja reduzido. No entanto, a 8ª Turma considerou que a vontade manifestada conjuntamente pela empresa e pelo sindicato no acordo coletivo é suficiente para dar validade a essa mudança.

Essa decisão reflete uma tendência da Justiça do Trabalho de valorizar as negociações coletivas, ou seja, os acordos feitos entre empregadores e sindicatos. Desde a Reforma Trabalhista de 2017, o chamado "negociado sobre o legislado" ganhou mais força, permitindo que determinados direitos sejam ajustados por meio de acordos, mesmo quando a lei estabelece regras diferentes. Para os trabalhadores, é essencial entender que nem todos os direitos podem ser flexibilizados dessa forma, e que existem limites legais que devem ser respeitados.

Se você é trabalhador ou empregador e tem dúvidas sobre intervalos de descanso, jornada de trabalho ou acordos coletivos que afetam seus direitos, é fundamental buscar orientação jurídica especializada para avaliar cada situação de forma individualizada e garantir que seus direitos estejam protegidos.