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Escrituras passam a ter de indicar se imóveis têm título urbanístico
Uma nova exigência determina que as escrituras de imóveis devem informar se a propriedade possui título urbanístico, trazendo mais transparência para quem compra ou vende um imóvel no Brasil.
Uma mudança importante está chegando para quem pretende comprar, vender ou transferir um imóvel no Brasil. A partir de agora, as escrituras — os documentos oficiais que formalizam a negociação de um imóvel — passam a ter a obrigação de indicar se o imóvel possui ou não um título urbanístico. Esse título é, basicamente, um documento que comprova que o imóvel está regularizado perante a prefeitura e em conformidade com as regras de uso e ocupação do solo daquela cidade.
Essa exigência tem um objetivo claro: proteger quem está comprando um imóvel. Muitas pessoas adquirem propriedades sem saber que elas estão em situação irregular do ponto de vista urbanístico, o que pode gerar problemas sérios no futuro — como dificuldade para obter financiamento, impossibilidade de realizar reformas com aprovação legal, ou até riscos de demolição em casos extremos. Com a informação obrigatória na escritura, o comprador passa a ter ciência da situação do imóvel antes de fechar o negócio.
Para quem está vendendo, a novidade também exige atenção. É fundamental verificar a situação do imóvel junto à prefeitura e, se necessário, buscar a regularização antes de colocá-lo à venda. Imóveis com pendências urbanísticas podem perder valor de mercado ou até travar a negociação no cartório. Portanto, essa medida estimula proprietários a manterem suas propriedades em dia com a legislação municipal.
Em resumo, essa mudança representa um avanço na segurança das transações imobiliárias no país, beneficiando compradores e vendedores que atuam de boa-fé. No entanto, entender todos os detalhes dessa exigência e verificar corretamente a situação do seu imóvel pode ser mais complexo do que parece.