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STJ reafirma que Súmula 308 não se aplica à alienação fiduciária de imóvel

26 de jun. de 2026Tempo de leitura: 1 min

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Súmula 308, que protege o comprador de imóvel em caso de dívida do incorporador, não pode ser usada em contratos de alienação fiduciária, pois estes seguem regras próprias e distintas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de sua Quarta Turma, reafirmou recentemente uma posição importante para quem compra ou financia imóveis no Brasil: a chamada Súmula 308 não pode ser aplicada aos contratos de alienação fiduciária. Mas o que isso significa na prática? Vamos explicar de forma simples.

A Súmula 308 é um entendimento consolidado do STJ que protege o comprador de um imóvel quando a construtora ou incorporadora deixa de pagar um financiamento que tinha com o banco e o bem é colocado em risco. Nesse caso, a dívida da empresa com o banco não pode recair sobre o comprador de boa-fé, que já pagou ou está pagando pelo apartamento ou casa. Trata-se de uma proteção importante para quem adquire imóveis na planta ou em empreendimentos financiados.

No entanto, a alienação fiduciária é um tipo diferente de contrato, muito comum no financiamento imobiliário direto entre comprador e banco. Nela, o próprio imóvel fica em nome do banco como garantia até que o comprador quite todas as parcelas. Esse modelo tem leis específicas que regulam como o banco pode agir em caso de inadimplência, com regras e procedimentos próprios. Por isso, o STJ entendeu que não é possível simplesmente "importar" as regras da Súmula 308 para esse contexto diferente, pois a lógica jurídica e as proteções já previstas em lei são distintas.

Essa decisão reforça como o direito imobiliário possui nuances que podem impactar diretamente o patrimônio e os direitos de quem compra, vende ou financia um imóvel. Cada tipo de contrato carrega obrigações e proteções específicas, e conhecê-las pode fazer toda a diferença. Diante de situações como essa, contar com orientação jurídica especializada é fundamental para proteger seu investimento e tomar decisões seguras.

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