Notícias
Aviso prévio indenizado entra no cálculo da PLR, decide TST
O Tribunal Superior do Trabalho decidiu que o período do aviso prévio indenizado deve ser considerado no cálculo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), garantindo ao trabalhador o direito a esse benefício mesmo quando dispensado sem cumprir o aviso.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), que é a mais alta instância da Justiça do Trabalho no Brasil, firmou um entendimento importante para milhões de trabalhadores: o período do aviso prévio indenizado deve ser incluído no cálculo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Isso significa que, quando o empregado é demitido sem justa causa e a empresa opta por não exigir que ele trabalhe durante o aviso prévio — pagando esse período em dinheiro —, esse tempo ainda conta para fins de cálculo da PLR.
Para entender melhor, o aviso prévio indenizado ocorre quando a empresa dispensa o trabalhador e, em vez de mantê-lo trabalhando por mais 30 dias (ou mais, dependendo do tempo de serviço), paga o valor correspondente a esse período. A PLR, por sua vez, é um benefício previsto em lei que permite ao empregado receber uma parcela dos lucros da empresa, geralmente proporcional ao tempo trabalhado durante o ano. A decisão do TST garante que o período do aviso prévio indenizado seja considerado como tempo de serviço para esse cálculo, evitando que o trabalhador seja prejudicado financeiramente.
Essa decisão é especialmente relevante para trabalhadores que foram demitidos sem justa causa ao longo do ano e que teriam direito à PLR proporcional. Sem esse reconhecimento, muitos empregados acabavam recebendo valores menores do que realmente mereciam, já que as empresas desconsideravam o período do aviso prévio no cálculo. Com o posicionamento do TST, fica reforçado que os direitos do trabalhador devem ser respeitados de forma integral, inclusive no que diz respeito a benefícios como a PLR.
Se você foi demitido sem justa causa e acredita que sua PLR pode ter sido calculada de forma incorreta, ou se tem dúvidas sobre seus direitos trabalhistas na rescisão do contrato de trabalho, é fundamental buscar orientação jurídica especializada para garantir que todos os valores devidos sejam corretamente apurados e pagos.
Continue lendo
Notícias relacionadas
Notícia
Lei dá permissão ao patrão demitir o funcionário se ele sair de férias durante o período de licença médica
20 de jul. de 2026
Notícia
STF tem maioria para permitir verbas retroativas reconhecidas antes de decisão que fixou novos parâmetros
29 de jun. de 2026
Notícia
Fechar o notebook no jogo do Brasil dá justa causa? Veja o que a CLT diz sobre o home office
30 de jun. de 2026