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TRT-11 mantém rescisão indireta de trabalhadora cega vítima de assédio moral

3 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região confirmou a rescisão indireta de uma trabalhadora com deficiência visual que sofreu assédio moral, reconhecendo a falta grave do empregador e garantindo à funcionária todos os direitos como se tivesse sido demitida sem justa causa.

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), responsável pela Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima, manteve a decisão que reconheceu a chamada "rescisão indireta" de uma trabalhadora cega que foi vítima de assédio moral dentro da empresa. Esse tipo de rescisão ocorre quando o empregador comete faltas graves — como humilhações, pressão psicológica abusiva ou discriminação — tornando o ambiente de trabalho insuportável para o funcionário. Na prática, é como se o próprio empregador tivesse provocado a demissão.

No caso em questão, a trabalhadora, que possui deficiência visual, foi submetida a condutas abusivas por parte da empresa, configurando assédio moral. O assédio moral no trabalho é caracterizado por comportamentos repetitivos e degradantes que afetam a dignidade, a saúde mental e o desempenho do empregado. Para pessoas com deficiência, essa situação é ainda mais grave, pois elas já enfrentam barreiras adicionais no mercado de trabalho e merecem proteção especial garantida por lei — inclusive pela Constituição Federal e pela Lei Brasileira de Inclusão.

Ao reconhecer a rescisão indireta, o tribunal garantiu à trabalhadora todos os direitos trabalhistas que ela teria direito caso fosse demitida sem justa causa pelo empregador. Isso inclui o recebimento de verbas como aviso prévio, multa de 40% sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), seguro-desemprego, férias proporcionais com acréscimo de um terço, décimo terceiro salário proporcional, entre outros benefícios. Em resumo, a trabalhadora não perdeu nada por ter sido forçada a deixar o emprego em razão do comportamento ilegal da empresa.

Essa decisão é um exemplo importante de como a Justiça do Trabalho brasileira vem atuando para proteger grupos vulneráveis no ambiente de trabalho. Ela reforça que nenhum empregador está acima da lei e que condutas abusivas têm consequências jurídicas sérias. Se você é trabalhador com deficiência, ou conhece alguém que esteja sofrendo algum tipo de assédio moral ou discriminação no trabalho, saiba que a lei está ao seu lado. Buscar orientação jurídica especializada é o primeiro e mais importante passo para entender seus direitos e garantir que eles sejam respeitados.

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