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Projeto prevê que empregado tenha duas folgas por ano para doar sangue

14 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional propõe garantir ao trabalhador com carteira assinada até duas folgas remuneradas por ano para realizar doações de sangue, sem desconto no salário ou nas férias.

Um projeto de lei que está sendo discutido no Congresso Nacional pode trazer uma novidade importante para os trabalhadores brasileiros: o direito a até duas folgas remuneradas por ano especificamente para quem quiser fazer doação de sangue. Ou seja, o empregado poderia se ausentar do trabalho nesses dias sem perder salário e sem que isso afete suas férias ou outros benefícios.

A proposta busca incentivar a doação voluntária de sangue no Brasil, que enfrenta desafios constantes para manter os estoques nos bancos de sangue em níveis adequados. Hoje, muitos trabalhadores deixam de doar por não terem disponibilidade de horário, especialmente aqueles que trabalham em regime de horário fixo e não podem se ausentar facilmente durante o expediente.

Pela regra proposta, o empregado precisaria comprovar a doação para justificar a ausência ao trabalho. Isso significa apresentar algum tipo de documento ou comprovante emitido pelo hemocentro ou banco de sangue onde a doação foi realizada, garantindo transparência tanto para o trabalhador quanto para o empregador.

Vale lembrar que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — que é o principal conjunto de regras que protege os direitos dos trabalhadores no Brasil — já prevê algumas situações em que o empregado pode faltar ao trabalho sem desconto no salário, como em caso de doença, falecimento de familiar ou casamento. Essa proposta ampliaria essa lista para incluir a doação de sangue.

O projeto ainda precisa passar por votações nas casas do Congresso (Câmara dos Deputados e Senado Federal) e, se aprovado, será enviado para sanção presidencial antes de entrar em vigor. Portanto, ainda não é uma lei, mas sua aprovação pode representar um avanço significativo tanto para a saúde pública quanto para os direitos dos trabalhadores.

Se esse projeto se tornar lei, empregados e empregadores precisarão entender bem como aplicá-lo no dia a dia. Para trabalhadores que tiverem dúvidas sobre seus direitos ou enfrentarem resistência por parte de empregadores, é fundamental buscar orientação jurídica especializada, garantindo que seus direitos sejam respeitados de forma adequada.

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