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Lei dá permissão ao patrão demitir o funcionário se ele sair de férias durante o período de licença médica

20 de jul. de 2026Tempo de leitura: 2 min

Uma lei trabalhista permite que o empregador demita por justa causa o funcionário que viaja ou sai de férias enquanto está afastado por licença médica. Entenda como essa regra funciona e quais são os seus direitos.

Muita gente não sabe, mas a legislação trabalhista brasileira prevê uma situação que pode pegar o trabalhador de surpresa: se um funcionário estiver afastado do trabalho por motivo de saúde — ou seja, em licença médica — e, durante esse período, resolver viajar ou aproveitar como se estivesse de férias, o empregador pode ter o direito de demiti-lo por justa causa. Essa possibilidade existe porque a licença médica é concedida com uma finalidade muito específica: permitir que o trabalhador se recupere de uma doença ou lesão. Usar esse tempo para lazer pode ser interpretado como uma contradição com o próprio motivo do afastamento.

A base para essa medida está na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que é o principal conjunto de normas que regula as relações de emprego no Brasil. A justa causa, nesse contexto, pode ser enquadrada como ato de improbidade ou mau procedimento por parte do empregado. Na prática, isso significa que, se o patrão conseguir comprovar que o funcionário estava em plenas condições de se divertir ou viajar enquanto alegava estar incapacitado para o trabalho, a demissão por justa causa pode ser considerada legítima. E isso tem um impacto enorme: o trabalhador demitido por justa causa perde direitos importantes, como o recebimento do aviso prévio indenizado, a multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o acesso ao seguro-desemprego.

É importante, no entanto, entender que nem toda situação é igual. Há casos em que o médico autoriza ao paciente realizar atividades leves ou até mesmo pequenas viagens como parte do processo de recuperação. Além disso, o simples fato de o trabalhador ter saído de casa ou aparecer em uma foto nas redes sociais não é, por si só, prova suficiente para uma demissão por justa causa. A empresa precisa reunir evidências concretas e respeitar o devido processo, sob risco de a demissão ser considerada indevida pela Justiça do Trabalho — o que geraria o direito do trabalhador a receber todas as verbas rescisórias normais, além de possível indenização por danos morais.

Portanto, se você está afastado por licença médica e tem dúvidas sobre o que pode ou não fazer durante esse período, ou se foi demitido por justa causa nessa circunstância e acredita que a medida foi injusta, é fundamental buscar orientação jurídica especializada. Cada caso tem suas particularidades, e um advogado trabalhista pode analisar sua situação com cuidado, orientar sobre seus direitos e, se necessário, defendê-los na Justiça. Não arrisque seus direitos sem antes entender bem o que diz a lei.

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