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De 8% para 4%: proposta quer cortar FGTS sobre salário pela metade com fim da escala 6x1
20 de mai. de 2026
Uma proposta em discussão no Brasil sugere reduzir pela metade a contribuição ao FGTS — de 8% para 4% do salário — como parte de uma mudança na escala de trabalho 6x1. Entenda o que isso pode significar para os trabalhadores.
Está em debate no Brasil uma proposta que une duas mudanças importantes para quem trabalha com carteira assinada: o fim da escala 6x1 (modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para cada dia de folga) e, em contrapartida, uma redução na alíquota do FGTS — o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço — de 8% para 4% do salário. Ou seja, enquanto o trabalhador ganharia mais tempo de descanso, a reserva financeira depositada mensalmente pelo empregador em seu nome seria cortada pela metade.
O FGTS é um direito garantido pela CLT (a lei que regula as relações de trabalho no Brasil) e funciona como uma espécie de poupança obrigatória: todo mês, o empregador deposita um percentual do salário do funcionário em uma conta vinculada ao seu nome. Esse dinheiro pode ser sacado em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou aposentadoria. Reduzir essa contribuição significa que o trabalhador acumularia menos reserva ao longo dos anos, o que pode representar uma perda financeira significativa no longo prazo.
A proposta gera debate porque, por um lado, busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores com mais dias de folga; por outro, pode enfraquecer uma das principais proteções financeiras do empregado brasileiro. Críticos alertam que a troca pode não ser justa, especialmente para quem depende do FGTS como único recurso em momentos de dificuldade, como uma demissão inesperada. Ainda não há aprovação ou prazo definido para que essa mudança entre em vigor, mas o tema está sendo acompanhado de perto por especialistas em direito trabalhista.
Se você é trabalhador com carteira assinada e ficou com dúvidas sobre como essa proposta pode afetar seus direitos, é fundamental entender bem o que está em jogo antes de qualquer mudança na legislação.