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Aluguel por curta temporada é vedado sem aval de convenção do condomínio
20 de abr. de 2026
Decisão judicial reforça que o aluguel de apartamentos por curta temporada, como em plataformas tipo Airbnb, só pode ser realizado se a convenção do condomínio autorizar expressamente essa prática.
Uma recente decisão no âmbito do direito condominial trouxe um esclarecimento importante para moradores e proprietários de imóveis em condomínios: o aluguel por curta temporada — aquele feito por poucos dias, muito comum em plataformas como Airbnb e Booking — não pode ser realizado livremente se a convenção do condomínio não permitir essa modalidade. A convenção é o documento principal que estabelece as regras de funcionamento do condomínio, funcionando como uma espécie de "constituição" do prédio ou conjunto residencial.
Na prática, isso significa que o proprietário de um apartamento não pode simplesmente decidir alugar seu imóvel para hóspedes de curta permanência sem verificar o que dizem as regras do condomínio. Caso a convenção condominial proíba ou simplesmente não preveja essa possibilidade, o proprietário que insistir na prática poderá enfrentar sanções, como multas aplicadas pelo condomínio, e até ações judiciais movidas pelo síndico ou por vizinhos incomodados. A questão envolve o equilíbrio entre o direito de propriedade de quem deseja alugar e o direito ao sossego e à segurança dos demais condôminos.
Esse entendimento é bastante relevante no cenário atual, em que o aluguel de imóveis por temporada se tornou uma fonte de renda popular para muitos proprietários. A alta rotatividade de pessoas desconhecidas no condomínio pode gerar preocupações legítimas com barulho, segurança e conservação das áreas comuns. Por isso, a Justiça tem reconhecido que a coletividade condominial tem o poder de regulamentar — e até vedar — esse tipo de locação por meio de sua convenção, desde que aprovada pela maioria qualificada dos condôminos.
Se você é proprietário e deseja alugar seu imóvel por curta temporada, ou se é condômino preocupado com essa prática no seu prédio, é fundamental buscar orientação jurídica especializada para entender seus direitos e deveres, evitar conflitos e garantir que todas as decisões estejam em conformidade com a lei e com as regras do seu condomínio.